Thursday, January 22, 2026

RJ: O terrorismo de Estado continua no Complexo do Salgueiro


Na última quarta-feira (16), mesmo sem cumprir as regras da criminosa ADPF das favelas que está em vigor, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, juntamente com policiais do 7⁰ batalhão da Polícia Militar (PM), mataram pelo menos 22 pessoas em uma operação no Complexo do Salgueiro, segundo relatos de fontes do Núcleo da Revolução Cultural em São Gonçalo.


Ao início da operação, que durou cerca de 12 horas, a energia de toda a favela foi cortada (prática comum das polícias neste tipo de ação), em um dia em que toda a região metropolitana estava em estado de emergência devido ao calor de estágio 4 de 5 de perigo. Isto condenou os moradores a aguentar uma sensação térmica que beirou os 50⁰C, sem ventilador ou ar condicionado, e confinados em suas casas que, em sua maioria, possuem telhas “brasilit” ou embolso nas paredes que intensificam a sensação de calor.


Dentre os assassinados, está um mototaxista, que foi fuzilado na parte de fora da comunidade, embaixo do viaduto da BR-101, após não ter parado em uma blitz. Relatos dão conta que o rapaz teria continuado andando após os policiais acenarem para ele, sendo baleado pelas costas, "sem mais nem menos". Nas favelas do país, a pena de morte já é aplicada desde tempos imemoriáveis para pessoas pobres e pretas. A família do rapaz assassinado não quis seu nome divulgado com medo de represálias.


Questionado sobre o motivo da operação, o porta-voz do 7⁰ batalhão afirmou que o objetivo era “recuperar carros roubados”, que, por sinal, não foram recuperados. Essa afirmação é uma comprovação do quanto a vida das pessoas do Salgueiro não vale nada para a instituição terrorista da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro, pois coloca a propriedade, neste caso veículos, à frente da vida de todas as milhares de pessoas que lá residem.


Uma operação que mata 22 pessoas, que não sabemos nome nem o porquê de terem sido assassinadas, e que empurra tantas outras milhares a enfrentar um cenário calamitoso das ondas de calor extremo dentro da favela, deve ser chamada pelo o que ela é: terrorismo de Estado! É isso que são essas operações.


Até a última atualização desta matéria, nem a Polícia Militar ou a Polícia Civil confirmaram ou divulgaram os nomes dos mortos ou o número estimado de 22 mortes.






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