Tuesday, April 7, 2026

Apoiar a Revolução na Índia e a Resistência Nacional da Palestina e do Irã é a mais alta tarefa dos anti-imperialistas de todo mundo - for debate


Guerrilheiros do Exército Popular de Libertação do PCI (Maoista). Foto: Reprodução.

Ultrapassamos o famigerado 30 de março de 2026, decretado pelo governo fascista indiano de Narendra Modi, este notório genocida que fez sua carreira política com matanças de pobres, como a data da extinção do histórico e vigoroso Movimento Naxalita no país, no entanto, a Guerra Popular dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoista) segue adiante contra o vento e maré da contrarrevolução. As informações disponíveis dão conta de uma situação crítica criada pela ação da repressão militar genocida contra o povo advasi e demais pobres do campo e da cidade e as operações seletivas contra a direção do PCI (Maoista) combinadas com a ação da quinta-coluna de Mallujola Venugopal, conhecido por “Sonu”. A camarilha de Sonu-Satish, membros da alta direção do partido, era conhecedora de vastas informações e segredos vitais do funcionamento da organização, seus códigos, chaves e senhas da comunicação entre dirigentes, dos enlaces da direção com todas as redes do partido e do exército guerrilheiro, informações tão caras à vida e segurança dos seus dirigentes e mandos. Não é difícil, senão lógico, a conclusão de que estes traidores forneceram às autoridades do regime fascista os segredos do partido e, com antecedência tal, que explica o porquê da afirmação feita pública há mais de ano, por Modi, de que com a “Operação Kagaar” exterminaria com o movimento revolucionário. Informações que permitiram uma planificação de campanha de guerra com alto conhecimento das posições, número e tamanho das unidades guerrilheiras, seus movimentos e rotas de deslocamentos, cadeia de comando, quem e quais desempenhavam os postos e funções centrais e estratégicas. Informações do partido que permitiram que a campanha de cerco e aniquilamento, empregando contingentes de centenas de milhares de tropas e todo tipo de meios de guerra por ar e terra que levou, não sem duras lutas, a caída em combates heroicos de centenas de guerrilheiros e comandantes, enquanto os comandos assassinos, especialistas em chacinas mantidos pelo regime genocida de Modi, ao longo de meses entraram nas aldeias fazendo massacres para que as famílias revelassem os nomes de seus filhos e filhas que eram membros da guerrilha maoista, mais ainda, espalharam ameaças para que chegassem aos guerrilheiros e guerrilheiras que caso não se rendessem suas famílias seriam dizimadas, como de fato fizeram com centenas delas.

Os seres mais nefastos e miseráveis sempre presentes na parte obscura da história da sociedade humana, desde que foi dividida em classes antagônicas com o advento da propriedade privada, aqui, uma vez mais, se apresentaram com a sordidez e covardia dos traidores. Mas, não o cometeram só para salvar suas peles como simples desertores e entregando seus antigos companheiros, mancomunaram-se com o inimigo do povo indiano já de muito tempo, servindo-se de seus agentes infiltrados e sua quinta-coluna no seio da direção do movimento revolucionário no objetivo de destruí-lo. Tamanha traição decorreu direta e inevitavelmente de suas posições revisionistas da verborragia kruschovista de “dogmatismo” repetidas por seus seguidores no século XXI, podres teses rechaçadas pela solidez da linha m-l-m histórica do PCI(Maoista): a compreensão científica da natureza da sociedade indiana contemporânea de país semi-cololonial semi-feudal que demanda revolução de nova democracia, de passagem ininterrupta ao socialismo através da guerra popular prolongada, e a serviço da Revolução Proletária Mundial. Assim a camarilha de Sonu-Satish não só entregou as informações, localidades, endereços de aparatos secretos, revelaram identidades de dirigentes e quadros, como infundiram capitulação, rendição e liquidação do partido revolucionário reconstituído com o épico levantamento de Naxalbari e de seu maior intérprete, o antirrevisionista implacável Charu Mazundar e com o grande sacrifício de sucessivas gerações de jovens revolucionários que deram suas vidas para dar seguimento ao heroico combatente do proletariado e massas populares da Índia, o Partido Comunista Maoista e a científica guerra popular prolongada. Os traidores, que a história humana já tem a milênios por lei seu desígnio: morrem muitas vezes antes de morrerem.

Toda revolução verdadeira enfrenta situações de dificuldades indescritíveis, o comprova a experiência histórica das sociedades de classes, e todos os revezes, se bem devem ser objeto de sério estudo para tirar novas lições. Para a Revolução Indiana, tal revés apenas confirmam a justeza da Ideologia Marxista-Leninista-Maoista, Programa e a Linha Política Geral do PCI (Maoista). Os capitulacionistas liquidacionistas de direita têm também seus seguidores internacionais que tergiversam fingindo apoiar ao PCI(Maoista) enquanto, na prática, atacam sua análise científica marxista-leninista-maoista da sociedade indiana e sua via da guerra popular prolongada.

O governo fascista de Modi vocifera como se houvesse destruído a Revolução Indiana. Delira, tal como todos oportunistas descarados e disfarçados. Modi declarou, em 30 de março, que o país está “livre do maoismo”. Não obstante, é sabido que as raízes nas quais se agarra a luta revolucionária no país são profundas, suas contradições antagônicas são mais agudas do que nunca e a luta de classes não cessa. Os próprios analistas reacionários indianos reconhecem que o maoismo está fortemente enraizado nas comunidades advasis e demais massas empobrecidas do campo e cidade, e por mais que este duro golpe no PCI (Maoista) tenha se processado, não poderá eliminar nem as bases do movimento, menos ainda os comitês do Partido e seus dirigentes de acerada firmeza comunista. O próprio governo, cinicamente, enquanto declara “vitória total”, reconhece que ainda há membros da alta direção maoista em atividade nas áreas de guerrilha, além de outros dirigentes regionais em Dandakaranya, e que há inúmeros guerrilheiros ativos em Bastar. Os analistas militares da reação reconhecem que os maoistas mudaram a forma de operar, de grandes companhias para pequenos destacamentos, para reverter a situação crítica a que chegou a luta revolucionária pela traição covarde da camarilha delatora de Sonu-Satish.

A luta anti-imperialista, que é a base mesma da Revolução Proletária Mundial, tem por direção o movimento proletário internacional, presente em todos os países, os Partidos Comunistas em desenvolvimento, em reconstituição e constituição. Estas duas correntes que a conforma, vanguardeando as revoluções de nova democracia nos países oprimidos pelo imperialismo, a imensa maioria dos países e a maioria esmagadora de sua população, e a revolução socialista nos países imperialistas. A Revolução Indiana, assim como as guerras populares no Peru, Turquia e Filipinas, unem, numa mesma luta, as duas correntes em seus respectivos países. São lutas anti-imperialistas, dirigidas pelo proletariado, e que contribuem para que o maoismo se imponha como mando e guia da Revolução Proletária Mundial. Nesse sentido, são as mais avançadas lutas anti-imperialistas, ombro a ombro na construção e desenvolvimento da frente única das classes trabalhadoras, do campo e da cidade, a pequena e média burguesias e nações oprimidas pela agressão belicista imperialista em suas brilhantes lutas de libertação nacional, como exemplar e heroicamente fazem a Palestina e Irã, e requerem, portanto, o máximo apoio. Apoiar a Revolução Indiana, o Partido Comunista da Índia (Maoista) e sua Guerra Popular, assim como as guerras de resistência nacional palestina e iraniana é tarefa mais alta de todos os internacionalistas e anti-imperialistas do mundo.

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A Nação Iraniana ratifica aquilo que o povo palestino, de forma tão magistral, heroica e contundente, comprovara com o Dilúvio de Al-Aqsa: o imperialismo é um tigre de papel, tese maoista inteiramente válida no passado quanto nos dias de hoje. A guerra de agressão, com a qual Trump jurou que submeteria a República Islâmica do Irã em duas semanas, já perdura por mais de mês, e os resultados, militares e políticos, são terríveis para os ianques e para o nazi-sionistas, são fracassos e derrotas humilhantes. Foram mais de 950 soldados ianques mortos ou feridos, segundo informações divulgadas pelo porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã e pela imprensa local. A “supremacia aérea” ianque, tão propalada, demonstrou-se um mito e fiasco que o expõe todas suas fragilidades de tigre de papel aos olhos dos oprimidos da Terra. A Resistência Iraniana abateu o avião radar AWACS E-3, estimado em 1,4 bilhão de dólares; três dones MQ-9 Reaper, os aviões cisternas de abastecimento combustível no ar e o invisível F-35 dos ianques, custando aproximadamente dezenas de milhões de dólares cada um; três drones sionistas de inteligência Hermes-900; um drone sionista IAI Eitan, considerado de alto valor estratégico, custando aproximadamente 35 milhões de dólares. Isso, apenas nos últimos dias, para não citar a anulação quase completa do seu Domo de Ferro.

A estratégia ianque e sionista, de decapitar as lideranças da República Islâmica do Irã para instabilizá-la e, deste modo, impor sua capitulação e mudança de regime para um vassalo como tantos outros na região fracassou rotundamente. Foram mais de 40 quadros iranianos, que ocupavam postos de direção, executados pela máquina de agressão, dentre eles o próprio líder supremo do País, Ali Khamenei, além do ministro da defesa, o comandante da Guarda Revolucionária, o secretário do Conselho Supremo de Segurança, o líder da segurança nacional, vários generais e altos oficiais. O Irã, no entanto, superou a estratégia agressora pela capacidade de preparar audazmente novos chefes para seguir a causa da soberania nacional inegociável.

Passados mais de 30 dias, a guerra se desenrola da seguinte forma: o Irã controla inteiramente o Estreito de Ormuz, e o próprio Donald Trump sugere que não poderá tomá-lo do Irã. No dia 31, declarou, zangado, que os europeus devem tomar eles mesmos o Estreito se quiserem o petróleo, jactando-se, como se não fosse a guerra iniciada por ele a causa imediata do colapso energético que causou e para esconder que ele mesmo, e o poderio militar ianque, são inúteis diante da Resistência feroz, heroica e sagrada de uma nação e seu povo de milenar história que deu gigantes como Ciro, o Grande e Dario. Os ianques pretendem encerrar a guerra o quanto antes, desde que seja fornecida uma saída honrosa, que não há; o Irã, com firme posição de resistência nacional, está inversamente decidido: continuar a guerra, agora como guerra de resistência nacional, até que imponha uma saída humilhante aos agressores e até que possa estabelecer condições políticas na região que embarreire novas agressões. A invasão da ilha de Kharg, responsável por 90% da produção de gás e petróleo iranianos, embora seja cogitada pelos ianques, só agravaria sua derrota formidável, porque embora não seja difícil supor que é possível aos ianques um sucesso imediato, é impossível que esse sucesso dure por muito tempo e que levará, inevitavelmente, a uma derrota de tamanha magnitude, que marcará radicalmente a inflexão da realidade da região. O Irã prepara toda a região e levantará um poderoso movimento guerrilheiro em defesa da região, sem dúvidas. Quanto mais os ianques se debaterem sobre o Irã, e quanto mais demorarem a reconhecer que foram derrotados em todos seus objetivos presentes, ademais da humilhação ante ao mudo inteiro, maiores serão os altos custos políticos que terão de pagar e maiores serão os sucessos para a causa anti-imperialista internacional.

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Em menos de 5 anos, estamos assistindo, no Irã, à terceira grande derrota estratégica do imperialismo ianque em suas guerras de agressão. Em agosto de 2021, foram escorraçados do Afeganistão, se retirando como ratos desesperados no aeroporto de Cabul, pendurados em seu avião C-17, totalmente cercados pelas massas de guerrilheiros da Resistência Afegã, sob estrondos das bombas detonadas pelas massas. Em 7 de outubro de 2023 sofria, junto com seu enclave sionista, a mais importante derrota de sua história no Oriente Médio desfechada pela Resistência Nacional Palestina, numa longa campanha em que os imperialistas ianques e sionistas se desmascararam como depravados genocidas, usando a fome como arma de guerra, num território de 41 km de comprimento, e mesmo assim, sem conseguir seu objetivo: destruir a Resistência e tomar Gaza. Agora, no Irã, em 2026, volta a tomar uma surra de uma nação oprimida, sendo obrigado a aceitar uma derrota humilhante que joga contra todos seus planos estratégicos ou aprofundar a guerra e colher, mais adiante, uma derrota ainda pior que só potencializa seu declínio inexorável.

O que há por trás de todos esses acontecimentos? Em primeiro termo, que o mundo entrou em um novo período. Nele, a crise geral de decomposição imperialista, isto é, do sistema do capital monopolista, atinge níveis sem precedentes. À decomposição da base econômica, se segue a falência de todas as instituições: a desmoralização, sem precedentes, da democracia burguesa, mesmo nos países que a edificaram com revoluções patrimônio da Humanidade, mas que em seu ocaso inevitável insistiam em se manter, jactando-se de campeões da “democracia liberal”; a falta de credibilidade dos regimes políticos reacionários em manipular as massas para aceitar as políticas que encarnam os interesses das classes dominantes em detrimento dos seus; a elevação da explosividade das massas, movimentos de massas em ascensão em todos os continentes e com grau ainda maior de violência e radicalidade; o crescimento da extrema direita e o assanhamento do fascismo, como medidas contrarrevolucionárias para estabilizar o regime em decomposição; o crescimento da competição entre potências e superpotências, o crescimento das guerras de agressão e o perigo crescente de nova e terceira guerra mundial, tudo por salvar o sistema de exploração vencido pelas leis da história e deter a rebelião avassaladora dos oprimidos. Isso, por um lado. Por outro, a tendência à unificação do movimento comunista internacional e o ressurgimento de grandes ondas anti-imperialistas em resposta às agressões armadas contra os povos e nações oprimidas. São mostras de um novo período, no qual, pela força das lutas armadas anti-imperialistas, das persistentes guerras populares no Peru, Índia, Filipinas e Turquia, e novas a se desencadearem, e incrementadas pela Resistência Nacional Palestina, Resistência Iemenita e pela Resistência Iraniana, a ofensiva contrarrevolucionária geral do imperialismo ianque, até então declinante, transita para sua bancarrota histórica e irremediável. Estamos, e se comprova a cada dia, no século da vitória da Revolução Mundial com o varrimento do imperialismo, toda a reação e todos seus horrores da face da Terra. Questão de tempo!


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